Sobre a Sandra

Sou a Sandra.

Sou mulher, mãe, esposa, escritora, mentora, professora, empreendedora, curiosa pela natureza humana e, acima de tudo, uma pessoa ainda a aprender a viver.

Não tenho uma história perfeita para lhe contar.

Tenho uma história vivida. Com mudanças de país, recomeços, dúvidas, sonhos realizados e outros abandonados. Com momentos de enorme felicidade e outros em que a vida me obrigou a parar.

Já procurei respostas.

E pensei que tinha encontrado algumas.

Já mudei de opinião.

E já tive medo.

Já comecei de novo.

E, aos 44 anos, ouvi uma palavra que mudou para sempre a forma como olhava para o tempo:

Cancro.

Hoje, quando olho para trás, percebo que não foram apenas os meus estudos que me trouxeram até aqui.

Foi a vida.

Sempre me fascinou aquilo que não se vê.

Porque é que duas pessoas vivem a mesma situação de formas completamente diferentes?

Porque repetimos determinados padrões mesmo sabendo que nos fazem mal?

Porquê? Algumas pessoas entram numa sala e sentem imediatamente o ambiente?

Porque podemos ter uma vida aparentemente boa e, ainda assim, sentir que alguma coisa nos falta?

Porque amamos e, mesmo assim, magoamo-nos?

Porquê? Temos tanto medo de mudar aquilo que sabemos que já não nos faz felizes?

E talvez a pergunta que mais me acompanha:

O que faz uma pessoa sentir que está verdadeiramente viva?

Esta curiosidade levou-me a estudar, a ensinar, a escrever e a procurar compreender diferentes dimensões do ser humano.

Mas também me levou a observar.

A ouvir.

A conversar.

A viajar.

A conhecer pessoas muito diferentes de mim.

E a questionar muitas das certezas que fui construindo ao longo da vida.

Nasci em Portugal, mas uma parte importante da minha história foi construída fora daqui.

Vivi em Marrocos e no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Viver noutros países é muito mais do que mudar de endereço.

É descobrir que aquilo que considerávamos “normal” é apenas uma das muitas formas possíveis de viver.

Conheci culturas, religiões, famílias, tradições e maneiras de pensar muito diferentes das minhas.

Aprendi a adaptar-me.

Aprendi a observar antes de julgar.

Tambem aprendi que podemos sentir saudades de casa e, ao mesmo tempo, apaixonarmo-nos por outro lugar.

E descobri algo que continua a fascinar-me:

somos muito diferentes na forma como vivemos, mas extraordinariamente semelhantes naquilo que procuramos. Todos queremos:

Amar e ser amados.

Sentir que pertencemos.

Segurança.

Liberdade.

Ser compreendidos.

Que a nossa vida tenha significado.

E queremos acreditar que ainda há alguma coisa bonita à nossa espera.

Viver entre diferentes mundos tornou-me mais aberta, mais curiosa e, provavelmente, muito menos interessada em dizer às pessoas qual é a forma “certa” de viver.

Tinha 44 anos.

Há acontecimentos que dividem a nossa história em duas partes.

Antes e depois.

Para mim, o cancro foi um deles.

De repente, muitas das coisas que pareciam urgentes deixaram de o ser.

O corpo que tantas vezes damos por garantido tornou-se o centro de tudo.

Vieram os tratamentos.

O medo.

A vulnerabilidade.

A necessidade de continuar.

E aquela estranha experiência de ver a vida continuar normalmente à nossa volta quando, dentro de nós, tudo mudou.

Durante o tratamento existe um objetivo muito claro:

sobreviver.

Mas há uma parte sobre a qual se fala muito menos.

O que acontece depois?

Quando os tratamentos terminam.

Quando as pessoas à nossa volta respiram de alívio.

E quando, teoricamente, deveríamos simplesmente voltar à nossa vida.

Eu percebi que não queria simplesmente voltar.

Porque a Sandra que tinha entrado naquela experiência já não era exatamente a Sandra que estava a sair dela.

E surgiu uma pergunta que acabaria por mudar muito mais do que eu imaginava:

O cancro não me deu todas as respostas.

E não gosto de romantizar a doença.

Foi difícil.

Houve medo, dor e incerteza.

Mas obrigou-me a olhar para coisas que talvez tivesse continuado a adiar.

Fez-me perceber a facilidade com que podemos passar anos a cumprir.

A trabalhar.

A resolver.

A cuidar.

A organizar.

A corresponder.

A preparar o próximo dia, o próximo mês, as próximas férias, o próximo objetivo.

E, sem percebermos, podemos tornar-nos extremamente competentes a gerir a vida sem estarmos verdadeiramente presentes nela.

Foi aí que comecei a compreender uma distinção que hoje é fundamental para mim:

Estar vivo não significa necessariamente sentir-se vivo.

Escrever tornou-se uma forma de organizar aquilo que estava dentro de mim. Todas as:

Perguntas.

Histórias.

Aprendizagens.

Contradições.

As coisas que julgava saber e aquelas que estava finalmente a começar a compreender.

Desse processo nasceu o meu livro, The Dance of Life.

Publicá-lo foi muito mais do que concretizar o sonho de escrever um livro.

Foi permitir que uma parte muito íntima da minha forma de olhar para a vida saísse de mim e chegasse a outras pessoas.

E talvez tenha sido aí que comecei verdadeiramente a encontrar a minha voz.

Uma voz menos preocupada em ter respostas para tudo.

E muito mais interessada em fazer perguntas que nos fazem parar e olhar para a vida de outra maneira.

Valorizo uma boa conversa.

Aquelas conversas em que perdemos a noção do tempo porque deixámos de falar do superficial.

Valorizo pessoas curiosas.

Humor.

Música.

Movimento.

Viajar.

Descobrir lugares onde nunca estive.

Ouvir histórias.

Aprender coisas novas.

O silêncio quando é necessário.

E a liberdade de podermos mudar de ideias quando já não somos a mesma pessoa que tomou determinada decisão anos atrás.

Aprendi também a valorizar muito mais o corpo.

A energia.

O descanso.

As relações que nos fazem bem.

O tempo.

E aquelas pequenas coisas absolutamente banais que, quando a possibilidade de as perdermos aparece, deixam imediatamente de ser banais.

Nem sequer sei se gostaria de ter uma.

Acredito numa vida sentida.

Uma vida onde existe espaço para responsabilidade, mas também para o prazer que nos traz:

Profundidade, mas também espaço para rir de coisas absurdas.

O cuidar dos outros sem desaparecermos de nós próprios.

O seguir os nossos objetivos sem transformar toda a existência numa lista de tarefas.

Uma mudança de direção.

Recomeçar novamente aos 30, aos 40, aos 50 ou aos 70.

Para dizer:

“Já não quero isto para mim.”

E também:

“Ainda quero experimentar aquilo.”

Talvez uma das maiores liberdades que encontrei tenha sido perceber que não temos de continuar a ser quem fomos apenas porque passámos muitos anos a construir essa pessoa.

Podemos continuar a descobrir-nos.

Não nasceu porque acredito que tenho a fórmula para a vida de alguém.

Não tenho.

Nasceu porque acredito profundamente no valor de criar espaço para uma pessoa parar, compreender-se e perguntar:

O que está realmente a acontecer comigo?

O que estou a tolerar há demasiado tempo?

De que preciso?

O que quero preservar?

O que preciso de deixar para trás?

E como quero viver daqui para a frente?

Foi desta forma de olhar para o ser humano que nasceu também o Human Reset™.

O meu trabalho reúne aquilo que estudei com aquilo que vivi, mas não pretendo ocupar nesta página muito espaço a falar dele.

Porque, antes de decidir trabalhar comigo, há algo que considero mais importante:

saber com quem se vai sentar do outro lado da mesa.

Não encontrará uma pessoa que acredita ter uma vida perfeita.

Encontrará alguém que já teve de reconstruir partes da sua.

Não encontrará alguém que lhe diga quem deve ser.

Encontrará alguém genuinamente interessada em descobrir quem é a pessoa que está à minha frente.

Vou querer perceber aquilo que diz.

Mas também aquilo que talvez ainda tenha dificuldade em dizer.

Vou fazer perguntas.

Algumas poderão ser desconfortáveis.

Outras poderão fazê-lo rir.

E talvez alguma o faça ficar em silêncio durante alguns segundos e pensar:

“Nunca tinha olhado para isto dessa maneira.”

É esse momento que me fascina.

Porque, muitas vezes, uma mudança importante começa exatamente aí.

Não sabemos quanto tempo temos.

Mas isso não significa que tenhamos de viver com medo do tempo acabar.

Para mim significa precisamente o contrário.

Significa não adiar indefinidamente aquilo que nos faz sentir vivos.

A viagem.

A conversa.

O abraço.

A decisão.

O livro.

O projeto.

A dança.

O pedido de desculpa.

Aquele “não”.

O “sim”.

O recomeço.

Ou simplesmente uma tarde sem fazer absolutamente nada e sem sentir culpa por isso.

A minha história ensinou-me que podemos sobreviver a capítulos que nunca escolheríamos escrever.

Mas também me ensinou algo ainda mais importante:

podemos escolher como queremos escrever os capítulos seguintes.

Ainda tenho muito que descobrir.

Ainda tenho lugares onde quero ir.

Livros que quero escrever.

Pessoas que quero conhecer.

Conversas que quero ter.

Coisas que quero aprender.

E dias que quero simplesmente viver.

Talvez seja isso que hoje melhor me define.

Sou profundamente curiosa pela vida.

E se há alguma coisa que gostaria que levasse consigo depois de conhecer a minha história, é esta:

Não precisa de mudar tudo amanhã.

Pode começar por uma pergunta.

Uma decisão.

Uma conversa.

Um pequeno passo.

E, às vezes, pode começar simplesmente por voltar a perguntar:

Sandra

Escritora · Criadora da Essentya e do Human Reset™ · Mentora

For people who feel more.

A sua vida – A sua essência – A sua transformação.

Se quiser conhecer-me para além destas palavras, pode assistir às entrevistas abaixo, onde partilho diferentes momentos da minha história, das minhas experiências e da forma como aprendi a olhar para a vida.

Partilho também uma música que escrevi e na qual me revejo cada vez que a escuto.

A minha MÚSICA: Do nada, Eu sou!

PODCAST – SPOTIFY: Reconnecting with your Essence and Learning to Let Go

ZEE TV MIDDLE EAST: In-depth conversation with the Cancer Warrior – Sandra Martinho

Para Regressar ao menu principal – Clique na Imagem

Yours in Life,

Sandra