A Cura pode acontecer

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A cura é incrivelmente poderosa, mas mais de 50% do processo depende da própria pessoa que o vive. Apesar de ser uma verdade que as pessoas ainda não reconhecem, isto acontece porque nenhum indivíduo – médico, terapeuta ou curador – consegue realmente tratar alguém que não quer ser tratado, cuidado e curado. Contudo, médicos e terapeutas apenas oferecem ferramentas; o verdadeiro processo de cura nasce dentro de cada um de nós.
Quando me confrontei com esta verdade, foi na verdade uma pílula difícil de engolir. Inclusive, trouxe-me uma série de perguntas:
- Até que ponto alguém quer mesmo ser curado?
- Estamos dispostos a enfrentar os desafios que surgem ao longo do processo de cura?
- Como sabemos se precisamos de iniciar esse processo?
- Estamos preparados para o atravessar?
- Por onde se começa, afinal, um caminho de cura?
Assim, há algum tempo, fiz a mim própria estas – e muitas outras – perguntas. E a decisão final foi clara: SIM, eu quero curar-me.
Assumi isso de corpo, mente e alma. Enfrentei os desafios que me foram apresentados pela vida, um a um. E, durante o caminho, percebi algo essencial: este é um percurso para a vida inteira, não uma corrida curta com meta logo ali à frente. Ainda assim, não o trocaria (e não troco) por nada. Quero continuar a viver a minha vida em pleno, aberta às melhores experiências que ela tem para oferecer.
Por isso, vamos começar pelo início – que é sempre um ótimo lugar para começar…
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Pergunta: Por onde começar um caminho de cura?
A minha resposta é simples e direta: começa por uma decisão pessoal. Uma escolha consciente de reconhecer que algo precisa de mudar na tua vida – e de assumir a responsabilidade por essa mudança. Então diz apenas: Sim, quero curar-me e aceito a responsabilidade durante todo o meu processo de cura.
Para nos curarmos, precisamos de reconhecer os nossos fantasmas interiores, os medos e as fragilidades, tanto quanto reconhecemos a nossa força e o nosso poder interno. A jornada começa com amor no coração, na mente e na alma. Porque amar-nos a nós próprios – e a tudo o que nos rodeia – deve ser o eixo central da nossa existência. A Cura pelo amor e não pela dor. Acreditem, pode ser feita por estas duas formas. Podemos falar disto quando nos encontrarmos um destes dias.
Muitos autores falam sobre cura, e ela pode ser vista através de diferentes perspectivas ou filosofias. Cada um de nós pode escolher aquela com que mais se identifica.
De uma forma muito sumária, deixo aqui três autores que me são especialmente próximos: Carl Jung, fundador da Psicologia Analítica e da teoria do inconsciente coletivo; Abraham Maslow, criador da famosa Hierarquia das Necessidades; e Bert Hellinger, fundador das Constelações Familiares, Constelações Sistémicas e, mais recentemente, dos Movimentos do Espírito-Mente.
Em conclusão, podemos escolher curar o corpo, a mente, a alma – ou os três ao mesmo tempo. Ainda assim, acredito profundamente que vivemos como um só. Os nossos “elementos” não estão separados. Por isso, a cura, na minha perspetiva, deve ser vista de forma holística, como um todo.
No meu processo de cura e crescimento pessoal, escolhi essa via: trabalhar tudo em conjunto – corpo, mente e alma – cuidando da Essência do nosso Ser.
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Pergunta: Como sabemos que precisamos de iniciar um processo de cura?
Podes começar por fazer a ti próprio algumas perguntas. Por exemplo, alguma vez sentiste – ou sentes ainda:
- Um medo ou tristeza profundas?
- Ansiedade?
- Uma perda, que te deixou triste ou em baixo?
- Raiva guardada dentro de ti?
- Aversões ou fobias sem uma razão consciente clara?
- Situações que se repetem constantemente na tua vida, como se fossem padrões?
Se respondeste “sim” a alguma destas perguntas, então este é, sem dúvida, um caminho que vale a pena explorares – Está na altura de iniciares o teu caminho de cura.
Tenho feito este trabalho na minha vida pessoal, há muitos anos e, por isso, decidi também transformá-lo no meu percurso profissional. Foi isso que me levou a estudar o que estudei e a escolher a jornada que estou a viver: compreender o Ser Humano como uma Entidade Inteira e Integrada.
Se sentires o chamamento, dá-te essa oportunidade. Junta o teu caminho ao meu. Caminhemos juntos, deixando que as nossas vidas se toquem ao longo do percurso. Simplesmente assim!
No final deste leitura, irei também partilhar um pequeno desafio para iniciares esta jornada – um exercício simples, que leva apenas alguns minutos.
Por agora, despeço-me com um… Até breve!
Porque eu sei que nos vamos encontrar algures pelo caminho.
A Cura pode acontecer.

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Exercício
Composto por duas partes.
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Então, antes de começares, lê tudo até ao fim e arranja uma folha de papel ou um caderno, bem como materiais de escrita ou desenho – escolhe os que te fizerem mais sentido. Aproveita cada momento, traz os teus pensamentos contigo e mantém o foco no que estás a fazer.
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Parte 1
Coloca-te em frente a um espelho. Olha diretamente nos teus próprios olhos e respira lenta e profundamente, inspirando e expirando algumas vezes.
Depois, começa a ler em voz alta, três vezes seguidas, estas palavras, de forma lenta e com o coração presente (continua a respirar e a manter o olhar no espelho):
“Eu amo-te sempre e para sempre, estejas onde estiveres.
Eu amo-te incondicionalmente, independentemente das decisões que tomas ou tenhas tomado na vida.
Amo-te para sempre e prometo-te que nunca te abandonarei.”
Podes fazer este exercício mais do que uma vez – quando sentires vontade ou necessidade. E sempre bom recordarmo-nos de quanto nos amamos.
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Parte 2
Escolhe um lugar onde possas passar 10 minutos a contemplar o que te rodeia. Pode ser à janela de casa, numa varanda, no jardim ou no exterior – escolhe onde sentes vontade de estar.
Durante esses 10 minutos, faz a seguinte pergunta: O que está ali para veres?
- Durante esse tempo, mantém a atenção na tua respiração.
- No final, escreve cinco frases curtas ou faz cerca de cinco desenhos/imagens sobre o que sentiste (escolhe o que preferes).
Regista também (apenas para ti) se classificas cada uma das frases ou desenhos como “positivo” ou “negativo”, sem julgamento sobre a classificação que fizeste. Guarda isto – será útil para uma compreensão futura. Um dia irás pegar neste papel e olhar para ele novamente, como quem olha para uma fotografia antiga!
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Contigo na Vida,
Essentya
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